“Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”
Mateus 5:9
O que significa a palavra pacificador?
Quantas vezes não ouvimos esta expressão durante uma guerra ou conflito?
Pacificar é procurar estabelecer paz entre as pessoas, promovendo a reconciliação entre pessoas separadas.
“Concilia-te depressa com teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que o adversário não te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade, te digo que, de maneira nenhuma
sairás dali enquanto não pagar o último ceitil”
Mateus 5:25-26
Em um sentido bem amplo, estes versículos nos mostram que é vital agir rapidamente buscando a paz com nossos semelhantes, antes que seja necessário nos apresentar diante de Deus.
Quando desobedecemos ao princípio bíblico da reconciliação, isto nos traz muita infelicidade, pois deixamos de ter a consciência limpa e passamos a carregar um peso sobre nossas costas. A consciência é uma parte muito importante do ser humano, colocada por Deus em nossa alma para funcionar como a caixa preta dos aviões, registrando todos os nossos procedimentos, endossando nossos atos de justiça, mas condenando nossos erros.
“Porque, enquanto os gentios, que não tem lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei, os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente com a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os, no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho”
Romanos 2:14-16
Quando insistimos em não acertar nossos pecados com Deus e nosso próximo, o resultado é um terrível sentimento de culpa que vai corroendo nossa alma; somos condenados pelos que conhecem a situação e ficamos inseguros, perdendo a paz interior.
“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no Espírito, servindo ao Senhor; alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; comunicar com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; abençoai aos que vos perseguem, abençoai e não almadiçoeis; alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Sede unânimes entre vós (...) Se for possível, quando estiver em vós, tende paz com todos os homens”
Romanos 12:10-16 e 18
A maioria das pessoas aprendeu a ser cortês com os outros, falar gentilmente, evitar ofensas e mostrar interesse no bem-estar dos outros. Mas Deus nos conclama ao amor sincero, real, pacificador.
Amor sincero exige concentração e boa vontade, significa ajudar os outros a tornarem-se pessoas melhores. Isso exige nosso tempo, dinheiro e envolvimento pessoal.
Os versículos que vimos em Romanos 12 resumem a essência de uma vida cristã. Se amarmos alguém como Cristo nos ama, estaremos dispostos a perdoar. Se já experimentamos a graça divina, desejaremos transmiti-la aos outros. Lembre-se que graça é um favor que não merecemos.
“Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”
Romanos 12:20-21
Paulo nos aconselha a sermos amigáveis, em vez de retribuir em justa medida, quando alguém nos ofende. Este mundo está caindo aos pedaços, as famílias estão sendo divididas, o ser humano não confia mais no ser humano, pessoas sinceras sofrem. Amizade é a melhor forma de mostrar aos outros quem é verdadeiramente Jesus.
Por que Paulo nos ensina a perdoar nossos inimigos?
Veja as respostas:
1 – O perdão pode quebrar um ciclo de retaliações e levar a uma reconciliação mútua;
2 – Pode levar o inimigo a envergonhar-se e a mudar de comportamento;
3 – Ao pagar o mal com o mal, vamos ferir a nós mesmos mais que nossos inimigos;
4 – Mesmo que este nunca se arrependa, ao perdoá-lo, nos libertamos do grande peso da amargura.
Quando Cristo morreu na cruz e foi enterrado, parecia que três anos de ministério de nada valeram; Satanás, nosso inimigo eterno, soltou uma gargalhada que inundou o mundo, mas três dias depois sofreu a sua grande derrota. A ressurreição de Jesus foi o grande exemplo de que vale a pena perdoar. Deus nos perdoou de maneira tão intensa, então por que também não podemos perdoar, sermos misericordiosos, capazes de pacificar e não colocar mais lenha na fogueira do rancor.
Uma consciência limpa é alegria e paz interior que resultam em aceitar nossos erros; e a recompensa para a prática disso é que seremos pacificadores, e as pessoas, ao verem nossa atitude, testemunharão que realmente somos filhos de Deus.
Um comentário:
Olá Alexandre!
Paz do Senhor!
EStou visitando o teu blog, porque acho que com Deus somos mesmo vencedores, e eu gostei demais.
Passar por aqui é continuar sendo agraciado!
Saúde, paz e amor!
beijo grande em Cristo, para ti e tua família,
da irma,
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