sábado, 29 de novembro de 2008

Bem-aventurado és... (6)

“Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”
Mateus 5:9


O que significa a palavra pacificador?
Quantas vezes não ouvimos esta expressão durante uma guerra ou conflito?
Pacificar é procurar estabelecer paz entre as pessoas, promovendo a reconciliação entre pessoas separadas.

“Concilia-te depressa com teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que o adversário não te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade, te digo que, de maneira nenhuma
sairás dali enquanto não pagar o último ceitil”
Mateus 5:25-26

Em um sentido bem amplo, estes versículos nos mostram que é vital agir rapidamente buscando a paz com nossos semelhantes, antes que seja necessário nos apresentar diante de Deus.
Quando desobedecemos ao princípio bíblico da reconciliação, isto nos traz muita infelicidade, pois deixamos de ter a consciência limpa e passamos a carregar um peso sobre nossas costas. A consciência é uma parte muito importante do ser humano, colocada por Deus em nossa alma para funcionar como a caixa preta dos aviões, registrando todos os nossos procedimentos, endossando nossos atos de justiça, mas condenando nossos erros.

“Porque, enquanto os gentios, que não tem lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei, os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente com a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os, no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho”
Romanos 2:14-16


Quando insistimos em não acertar nossos pecados com Deus e nosso próximo, o resultado é um terrível sentimento de culpa que vai corroendo nossa alma; somos condenados pelos que conhecem a situação e ficamos inseguros, perdendo a paz interior.

“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no Espírito, servindo ao Senhor; alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; comunicar com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; abençoai aos que vos perseguem, abençoai e não almadiçoeis; alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Sede unânimes entre vós (...) Se for possível, quando estiver em vós, tende paz com todos os homens”
Romanos 12:10-16 e 18

A maioria das pessoas aprendeu a ser cortês com os outros, falar gentilmente, evitar ofensas e mostrar interesse no bem-estar dos outros. Mas Deus nos conclama ao amor sincero, real, pacificador.
Amor sincero exige concentração e boa vontade, significa ajudar os outros a tornarem-se pessoas melhores. Isso exige nosso tempo, dinheiro e envolvimento pessoal.
Os versículos que vimos em Romanos 12 resumem a essência de uma vida cristã. Se amarmos alguém como Cristo nos ama, estaremos dispostos a perdoar. Se já experimentamos a graça divina, desejaremos transmiti-la aos outros. Lembre-se que graça é um favor que não merecemos.

“Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”
Romanos 12:20-21

Paulo nos aconselha a sermos amigáveis, em vez de retribuir em justa medida, quando alguém nos ofende. Este mundo está caindo aos pedaços, as famílias estão sendo divididas, o ser humano não confia mais no ser humano, pessoas sinceras sofrem. Amizade é a melhor forma de mostrar aos outros quem é verdadeiramente Jesus.
Por que Paulo nos ensina a perdoar nossos inimigos?
Veja as respostas:

1 – O perdão pode quebrar um ciclo de retaliações e levar a uma reconciliação mútua;

2 – Pode levar o inimigo a envergonhar-se e a mudar de comportamento;

3 – Ao pagar o mal com o mal, vamos ferir a nós mesmos mais que nossos inimigos;

4 – Mesmo que este nunca se arrependa, ao perdoá-lo, nos libertamos do grande peso da amargura.

Quando Cristo morreu na cruz e foi enterrado, parecia que três anos de ministério de nada valeram; Satanás, nosso inimigo eterno, soltou uma gargalhada que inundou o mundo, mas três dias depois sofreu a sua grande derrota. A ressurreição de Jesus foi o grande exemplo de que vale a pena perdoar. Deus nos perdoou de maneira tão intensa, então por que também não podemos perdoar, sermos misericordiosos, capazes de pacificar e não colocar mais lenha na fogueira do rancor.
Uma consciência limpa é alegria e paz interior que resultam em aceitar nossos erros; e a recompensa para a prática disso é que seremos pacificadores, e as pessoas, ao verem nossa atitude, testemunharão que realmente somos filhos de Deus.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Bem-aventurado és... (5)

“Bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”
Mateus 5:8

Deus estima a honestidade!
A desonestidade surge facilmente, especialmente quando a veracidade completada de determinada afirmação ou fato pode vir a comprometer algo, incomodar ou colocar alguma coisa sob uma ótica desfavorável.
É o que vemos no País, mergulhado numa crise existencial com tantas denuncias de irregularidades jorrando das altas esferas governamentais. Uma verdadeira loucura, a Babilônia desceu entre nós e instalou seu poder de corrupção entre os homens. Babilônia, na Palavra de Deus, significa o reinado de Satanás sobre a terra; trata-se do modelo humano de fazer negócios, muitas vezes escusos e sem caráter.
Esse reino babilônico representa qualquer um que se opõe a Deus, seus ensinamentos e seu poder, preferindo ser dirigido pelo diabo e vivendo num mundo sem regras (Apocalipse 14:8).
A comunicação desonesta dificulta os relacionamentos, onde cada um quer ser maior que o outro, pisar na cabeça de, muitas vezes, companheiros de trabalho, desrespeitar a mulher e os filhos. Sem honestidade é impossível um relacionamento amplo e aberto com Deus. Quando mentimos, enganamos a nós mesmos e Deus não pode construir nada sobre uma parede de engano.

“Quem subirá ao Monte do Senhor ou estará no seu santo lugar? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a benção do Senhor e a justiça do Deus da sua salvação”
Salmos 24:3-5

“Melhor é o pobre que anda na sua sinceridade, do que o perverso de lábios e tolo”
Provérbios 19:1

A Palavra de Deus afirma que do coração procedem as fontes da vida. Este princípio das bem-aventuranças diz respeito a nossa vida sentimental e emocional.
Limpo de coração é aquele cujas motivações e desejos, seja quais forem, estejam sob o controle do Espírito Santo, debaixo da orientação e da vontade de Deus.
O resultado da observação deste princípio é que os limpos de coração verão a Deus, não fisicamente, mas verão Deus agindo sobrenaturalmente, liberando bênçãos.
Limpo de coração é estar aberto e ver Deus fazendo milagres, provocados por nossa obediência e adoração a Ele, livres, finalmente do poderio da Babilônia moderna e libertos da estagnação espiritual.

“E depois destas coisas, ouvi no céu como uma grande voz de uma grande multidão que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus, porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos e os quatro animais prostraram-se e adoraram a Deus, assentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia!”
Apocalipse 19:1-4

O louvor é a sincera resposta a Deus, por parte daqueles que o amam. Quanto mais você conhecer a Deus e entender o que Ele fez e faz, mais lhe responderá com seu louvor. O louvor está no centro da verdadeira adoração. Que seu louvor, marcado pela obediência e adoração ao Senhor, flua em seu coração, limpo e pronto para ver o Deus de braços abertos, assentado no trono de sua graça, cercado por uma multidão celestial dizendo aos bem-aventurados:

“...Vem! E quem ouve diga vem! E quem tem sede venha;
e quem quiser tome de graça da água da vida”
Apocalipse 22:17

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Bem-aventurado és... (4)

“Bem aventurado o povo que conhece o som festivo; andará, ó Senhor, na luz da tua face”
Salmo 89:15


As bem-aventuranças (Mateus 5:1-12) mostram que são, para o cristão, o verdadeiro modo de ser feliz num mundo tão tribulado e desesperado como vivemos. Por isso, antes de continuar este estudo sobre o Sermão da Montanha de Jesus, quatro considerações importantes sobre este novo estilo de vida:

1 – As bem-aventuranças formam um código de ética para os discípulos de Jesus e um padrão de conduta para todos os cristãos. Como já vimos, quando Jesus fala bem-aventurados os pobres de espírito, mostra a necessidade de estarmos debaixo da proteção de Deus, de termos mais a presença dele em nossas vidas através do seu Espírito Santo, ou seja, viver na dependência de Deus;

2 – Contrastam os valores do Reino que é eterno, o Reino de Deus, com o que vivemos aqui na terra, onde os valores são temporários e mundanos. Jesus disse que bem-aventurados são os mansos, porque eles herdarão o Reino dos céus. Num mundo onde o jogo de interesses prevalece em quase todo o tempo, uma pessoa humilde, sem inveja, estaria derrotada e sem perspectivas para uma vida melhor. Deus mostra que isso não é verdade. Jesus foi o maior exemplo de humildade e perseverança que o mundo já viu e é, através dos tempos, o maior de todos os vencedores, pois triunfou sobre o maior dos desafios: o Pecado. Então, se Cristo vive em mim e estamos crucificados com Ele (Gálatas 2:20) tornamo-nos um com Cristo e suas experiências também são as nossas.

3 – Contrastam a fé superficial, apresentada pelos fariseus, com a fé real num Cristo morto e ressuscitado. Leva-nos a posição de servos convictos que as promessas de Deus são uma realidade; faz com que o verdadeiro cristão seja faminto e sedento por justiça, não a justiça humana, que muitas vezes é falha e feita por ideologias que beiram o marxismo, mas a justiça de Deus, que é perfeita e cheia de misericórdia. A fé na divina trindade de Deus Pai, Filho e Espírito Santo nos leva a ter fome e sede de sermos cada vez mais justos, retos e santos.

4 – Demonstram que as expectativas da Antiga Aliança, firmada por Deus com Abraão, vão se cumprir no Novo Reino, onde vai imperar a abundancia do Espírito Santo, a misericórdia de Deus e a realeza do Rei Jesus. Como já estudamos aqui, é a misericórdia de Deus que nos mantém vivos, pelo sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. Misericórdia nada mais é do que expressar amor de maneira sincera. Assim viveram os grandes heróis da fé. Se abrirmos o capítulo 11 do livro de Hebreus na Bíblia, vamos ver que o ponto inicial da perseverança é crer no caráter de Deus, ou seja, Ele é quem diz ser e crer na imutabilidade de Deus. Se o ponto inicial é crer em Deus, o final é esperar que suas promessas serão cumpridas.

“Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, filhos de Jacó, não sois consumidos”
Malaquias 3:6

Esse é o nosso Deus. Ele não muda, muito menos suas promessas que serão cumpridas em nossa vida se o adorarmos verdadeiramente, de coração, e obedecermos aos seus estatutos, sem desvios.
Aí está o grande segredo do “Bem-aventurado és...”: Obediência e Adoração. Desde o princípio, Satanás tenta nos desviar desta orientação divina para que não possamos alcançar a felicidade eterna. O diabo sabe, que quando adoramos e obedecemos a Deus, não podemos ser atingidos por seus planos astutos de ambição e destruição.
As bem-aventuranças não nos permitem escolher as que mais se adequam à nossa vida, escolhendo uma e desprezando outra; devem ser consideradas como um todo, pois relacionam de modo simples, porém gigantesco, como enfrentamos e devemos agir como seguidores de Cristo.
Assim, depois de observarmos estas quatro características do discurso de Jesus, fica uma pergunta: Nossas atitudes são cheias de orgulho, egoísmo e cobiça, como no mundo, ou estão refletindo o amor, a humildade, a misericórdia e a abnegação de Jesus?

“O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”
Provérbios 10:12

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Bem-aventurado és... (3)


Quantas vezes devemos perdoar? Uma, duas, três, quatro ou cinco vezes? Quando o apóstolo Pedro pergunta isso a Jesus, Ele responde de forma enfática que até setenta vezes sete. Assim, ele nos ensina que a necessidade do perdão é infinita e que não existe uma quantidade para fazermos este ato. Só a nossa limitação e a falta de paciência é que vão limitar a quantidade de perdão que iremos distribuir. Podemos salientar que a quantidade não é tão importante, pois não iremos contar, o mais importante é a qualidade do perdão. Não adianta perdoar sem esquecimento do fato gerador, ou perdoar com sentimentos negativos ou desejando o mal para a pessoa "perdoada". O verdadeiro perdão requer o esquecimento emocional do fato, sem gerar sentimentos de mágoa, ressentimento ou ódio.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”
Mateus 5:7


Misericórdia é o ato de expressar amor e perdão de maneira sincera e isso trará uma grande e verdadeira recompensa para quem praticar este quinto princípio do discurso da montanha.

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”
Efésios 5:1-2

Assim como os filhos imitam os pais, devemos seguir o exemplo de Deus, que deixou sua glória e veio habitar entre nós em Jesus Cristo. O grande amor de Deus para que nós pudéssemos conquistar o perdão divino foi materializado no sacrifício de seu único filho, para que hoje possamos viver reconciliados com o Pai.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”
João 3:16-17

Essa é a essência do perdão: entregar, dar com bondade e sinceridade de coração para alcançar algo que realmente é muito importante. A felicidade de sermos misericordiosos fala de como podemos ser bem sucedidos no relacionamento com nosso próximo.
Misericordioso é alguém que evidencia o amor e perdoa com sinceridade aos que o ofendem; assim, misericórdia é o princípio do amor e do perdão.
A falta de perdão para com aqueles que nos ofendem é um pecado gravíssimo, capaz de esconder o rosto de Deus, que nos deu seu filho, Jesus Cristo, para que em sua morte levasse sobre si todos os nossos pecados; e em sua ressurreição nos desse uma vida nova, cheia de esperança e abundante em graça (João 10;10).
Deus nos perdoou em Jesus Cristo e assinou uma nova aliança conosco, já que a antiga foi quebrada no Jardim do Éden quando Adão e Eva aceitaram o tentação de Satanás e deixaram o convívio de Deus, trazendo para o mundo toda sorte de maldade, dor, fracassos e tristeza (Gênesis 1:26-28; 2:15-17; 3:1-5 e 3:14-19). Quando não exercemos os princípios de perdoar e pedir perdão, fica evidente que ainda não experimentamos o novo nascimento em Cristo Jesus e continuamos nos alimentando de mágoas e ressentimentos, levando dentro de nós o coração de pedra e o egoísmo do velho homem.
Perdão não é um ato simplesmente humano, mas divino, que vem de Deus, por isso só os nascidos em Cristo tem esta capacidade de perdoar e pedir perdão uma, duas, três, quatro, cinco ou em setenta vezes sete oportunidades.

“Então Pedro, aproximando-se dele disse: Senhor, até quantas vezes pecará o meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete”
Mateus 18:21-22


A resposta clara de Jesus mostra que não devemos nem nos lembrar de quantas vezes perdoamos alguém. Devemos perdoar aqueles que realmente se arrependem, a despeito de quantas vezes nos tenham pedido perdão. Jesus não apenas ensinou freqüentemente a respeito do perdão, como também sempre se mostrou disposto a perdoar (Mateus 9:2-8; Lucas 7:44-50; 23:34; 23:39-43; João 8:3-11; 18:15-18;25-27 e 21:15-19).
Tomando assim este passo do perdão, sempre que necessário ao sermos ofendidos ou ofendermos alguém, pedindo perdão a Deus e a quem ofendemos, ficamos livres da mágoa, ressentimento e amargura; e o amor de Deus reinará, fluindo em nossas vidas como um verdadeiros rios de águas vivas de maneira maravilhosa nos levando a dizer:

“Bem-aventurados os que trilham os caminhos retos e andam na lei do Senhor.
Bem-aventurados os que guardam o seu testemunho e o buscam de todo o coração.”
Salmo 119:1-2

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Bem-aventurado és... (2)

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra;
bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”
Mateus 5:5-6

Jesus começou a Sermão da Montanha com palavras que parecem se contradizer. Ser pobre de espírito, chorar; isso não combina com o que observamos hoje no mundo. Mas este é o modo de vida de Deus, ou seja, contrariar o mundo, dizer não às coisas de Satanás – que era um anjo de luz, se rebelou contra Deus, querendo tirar o seu poder e, por isso, foi banido dos céus com seus seguidores e passou, a partir daí, a criar confusão na cabeça do ser humano; assim, se você deseja viver para Deus, precisa estar pronto para dizer não ao que o mundo normalmente diz sim. Isso significa abrir mão de seus direitos e benefícios a fim de servir a outros. Desta forma, no dia da volta de Cristo à este mundo, estará preparado para receber tudo o que Deus lhe reservou de melhor.
Cada uma das bem-aventuranças proferidas por Jesus, diz respeito a uma benção de Deus para nossa vida. Bem-aventurado significa mais do que ter simples alegria; implica no estado afortunado daqueles que fazem parte do Reino de Deus.
A terceira bem-aventurança do discurso de Jesus fala sobre os mansos, porque eles herdarão a terra. Como isso se traduz na Palavra de Deus:

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e ele tudo fará. E ele fará sobressair a tua justiça; e o teu juízo, como o meio-dia.
Descansa no Senhor e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em teu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal, porque os malfeitores serão desraigados;
mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra.
Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar e não aparecerás.
Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância da Paz”
Salmo 37:5-11

Aqui o salmista Davi nos convida a entregar tudo o que somos ao Senhor. Jamais devemos invejar os ímpios, que retém tudo o que tem e vivem uma vida momentânea, que acaba, não tem segurança por mais dinheiro e poder que possam ter.
Entregar-se ao Senhor significa submeter tudo (nossa vida, família, trabalho, bens, talentos, etc) ao seu controle e direção. Significa confiar nele, acreditando que Deus pode cuidar de nós melhor que nós mesmos; devemos esperar pacificamente (com mansidão) em Deus, para que Ele decida o que é melhor para nós.

“Confia no Senhor de todo coração e não te estribes no teu próprio entendimento: reconhece-o em todos os seus caminhos e Ele endireitará as tuas veredas”
Provérbios 3:5-6

Este é um princípio que não funcionará se os outros não estiverem sendo verdadeiros em nossa vida.
Para termos um coração puro, precisamos experimentar o novo nascimento, pois na Cruz do Calvário, Jesus destruiu nosso coração de pedra, implodido pela morte de Cristo, matando nosso egoísmo; e na sua ressurreição, nos presenteou com um coração novo, livre das impurezas do pecado.

“Então, espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados (...) E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne”
Ezequiel 36:25ª -26

E este novo coração, totalmente renovado, deverá ser mantido puro, livre da imundícia deste mundo, e ligado no poder da Palavra, no Espírito Santo e no sangue de Jesus Cristo.

“Escondi a Palavra no meu coração para não pecar contra ti”
Salmo 119:11

Ser manso e humilde dificilmente parece ser o comportamento mais adequado para se lidar com inimigos ou situações adversas, mas a ira, o furor, a cólera e a inveja são atitudes completamente destrutivas e revelam total falta de fé em Deus e que Ele está no controle de todas as coisas.
As guerras do Senhor são combatidas com fé, mansidão, humildade e esperança. A promessa de Deus para quem age com mansidão é herdar a terra (Mateus 5:5).

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”
Mateus 5:6


O servo revela características de carinho, encorajamento, justiça e verdade. O mundo de hoje carece desesperadamente dos atributos do amor de Deus e através do Espírito Santo pode-se demonstrar grande sensibilidade para com as pessoas que nos rodeiam e, assim, refletir a bondade e a sinceridade divinas.
Esta é a quarta qualidade destacada no sermão de Jesus na montanha, que nos traz grande alegria interior: sermos famintos e sedentos por justiça, que significa ter um grande e profundo desejo de cada dia ser mais justo, reto e santo.
Quando uma pessoa não tem fome e sede de justiça, sua vida espiritual fica vazia, acomodada, estagnada e corre grande perigo de perder ou anular a graça de Deus em sua vida.
A recompensa por termos fome e sede de justiça é que seremos fartos. O Senhor recompensará nossa busca, e encherá nossa vida cada dia mais de justiça, sabedoria, amor, poder e santidade.

“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”
Mateus 6:33

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede, recebe; o que busca, encontra; e, ao que bate, se abre”
Mateus 7:7-8


Assim, com fome e sede de justiça seremos muito mais felizes, abertos para conhecer as dores do irmão e do semelhante, pois nos tornaremos, a cada dia, mais parecidos com Jesus e seremos fartos em dizer: Bem-aventurado sou...

“Em toda angustia deles foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor e pela sua compaixão, ele os remiu, e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade”
Isaías 63:9

“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”
Romanos 5:8-9

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bem-aventurado és... (1)

“Jesus, vendo a multidão,, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo: Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”
Mateus 5:1-4


O famoso Sermão da Montanha nos traz ao coração várias convicções e, ao mesmo tempo, nos mostra como agir na busca pelo Reino de Deus.
O discurso começa com os pobres de espírito. Quem são eles? O que fazem para viver?
Ser “pobre de espírito” é perceber a necessidade da presença de Deus, da dependência do Senhor (Isaías 57:15 e Jó 6:10). Viver na dependência de Deus é saber que Ele suprirá todas as nossas necessidades, pois o Senhor sabe de tudo sobre nós e não abandona ou desampara seus filhos (Romanos 8:12-16).
O sermão de Jesus desafia os orgulhosos e legalistas.
Aos que choram, Jesus traz a mensagem do conforto, do consolo, da esperança e bate de frente com a felicidade que o mundo oferece a qualquer preço.

“Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação que nós mesmos somos consolados de Deus”
II Corintios 1:3-4


O rei Davi é o grande exemplo da misericórdia de Deus. Davi realmente se arrependeu por ter cometido adultério com Bate-Seba e por ter assassinado seu marido para encobrir o fato. O rei percebeu que sua ação feriu várias pessoas e arrependeu-se. Por isso Deus o perdoou com grande misericórdia (II Samuel 12:1-23 e Salmo 51:1-7).
Davi chorou, foi humilde e implorou o perdão de Deus. Esse é o espírito que o Senhor quer em nós, quebrantado, conhecedor da glória dEle e com um coração contrito, arrependido verdadeiramente.
Essa é a atenção que precisamos ter. Nossas ações não são o caminho para agradar a Deus, se a atitude do nosso coração não for correta, justa, em harmonia com seus mandamentos (Salmo 51:10; Provérbios 4:23; Mateus 5:19 e Atos 15:8).
O Choro, as lágrimas que trazem felicidade, são aquelas derramadas quando, diante da Santidade de Deus, reconhecemos nossos pecados, imperfeições e clamamos (chorando) seu perdão, justificação, libertação e perfeição.
Este é o consolo para quem tem um coração quebrantado, sensível ao pecado, disposto a se humilhar para ganhar o Espírito de Deus e dizer, em alto e bom som: Eu sou um bem aventurado.

“Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.
Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estilo. Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão.
Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angustia;
tu me cinges de alegres cantos de livramento”
Salmo 32:1-7

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vencedor em Deus

Quando decidi por este nome para o blog, minha intenção é mostrar à você que todos somos mais que vencedores em Cristo Jesus, somos triunfadores sobre Satanás, que foi aniquilado na Cruz do Calvário.

Somos mais que Vencedores no Deus Todo-Poderoso, aquele que nos ama acima de qualquer coisa (João 3:16).

Vamos usar este espaço para falar da Palavra de Deus.

Nos ajude a difundir o que Deus fez, Jesus realizou e o Espírito Santo tornou real em nossas vidas.

Conto com você para transformar este espaço não só num canal de experiências, mas principalmente de EVANGELIZAÇÃO para alcançar o perdido e mostrar o Caminho, a Verdade e a Vida que está em Cristo Jesus.

Eu e você somos VENCEDORES EM DEUS!