segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bem-aventurado és... (1)

“Jesus, vendo a multidão,, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo: Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”
Mateus 5:1-4


O famoso Sermão da Montanha nos traz ao coração várias convicções e, ao mesmo tempo, nos mostra como agir na busca pelo Reino de Deus.
O discurso começa com os pobres de espírito. Quem são eles? O que fazem para viver?
Ser “pobre de espírito” é perceber a necessidade da presença de Deus, da dependência do Senhor (Isaías 57:15 e Jó 6:10). Viver na dependência de Deus é saber que Ele suprirá todas as nossas necessidades, pois o Senhor sabe de tudo sobre nós e não abandona ou desampara seus filhos (Romanos 8:12-16).
O sermão de Jesus desafia os orgulhosos e legalistas.
Aos que choram, Jesus traz a mensagem do conforto, do consolo, da esperança e bate de frente com a felicidade que o mundo oferece a qualquer preço.

“Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação que nós mesmos somos consolados de Deus”
II Corintios 1:3-4


O rei Davi é o grande exemplo da misericórdia de Deus. Davi realmente se arrependeu por ter cometido adultério com Bate-Seba e por ter assassinado seu marido para encobrir o fato. O rei percebeu que sua ação feriu várias pessoas e arrependeu-se. Por isso Deus o perdoou com grande misericórdia (II Samuel 12:1-23 e Salmo 51:1-7).
Davi chorou, foi humilde e implorou o perdão de Deus. Esse é o espírito que o Senhor quer em nós, quebrantado, conhecedor da glória dEle e com um coração contrito, arrependido verdadeiramente.
Essa é a atenção que precisamos ter. Nossas ações não são o caminho para agradar a Deus, se a atitude do nosso coração não for correta, justa, em harmonia com seus mandamentos (Salmo 51:10; Provérbios 4:23; Mateus 5:19 e Atos 15:8).
O Choro, as lágrimas que trazem felicidade, são aquelas derramadas quando, diante da Santidade de Deus, reconhecemos nossos pecados, imperfeições e clamamos (chorando) seu perdão, justificação, libertação e perfeição.
Este é o consolo para quem tem um coração quebrantado, sensível ao pecado, disposto a se humilhar para ganhar o Espírito de Deus e dizer, em alto e bom som: Eu sou um bem aventurado.

“Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.
Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estilo. Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão.
Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angustia;
tu me cinges de alegres cantos de livramento”
Salmo 32:1-7

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